Velhice e saúde mental
Se você acha que saúde mental na velhice é simplesmente
evitar doenças mentais, está enganado. Saúde mental inclui a capacidade de
lidar com as mudanças que ocorrem com o envelhecimento, (e que sabemos não são
poucas), a manutenção de relacionamentos significativos (família, amigos) e a
busca por atividades que tragam sentido à vida.
O envelhecimento, por si só, pode trazer diversos desafios
para a saúde mental, como:
ü Isolamento
social: que pode se dar a partir da aposentadoria, (compulsoriamente a pessoa
se vê afastada do ambiente de trabalho), a perda de entes queridos, as
dificuldades de locomoção, aumentando o risco de depressão e ansiedade.
ü Doenças
crônicas: condições de saúde que persistem por um período prolongado e podem
exigir cuidados contínuos, gerando
estresse, angústia e dificuldades para manter a independência e a
qualidade de vida.
ü Perda
de memória e cognição: que é a capacidade de adquirir conhecimento e
compreender o mundo, por meio de processos mentais: essas dificuldades de
memória podem afetar a autoestima e a segurança, causando ansiedade e
depressão.
ü Mudanças
no corpo: As alterações físicas (há pessoas que não se reconhecem ao olhar no espelho), e a
redução da capacidade funcional podem gerar sentimentos de tristeza, frustração
e perda de identidade.
ü Necessidade
de se adaptar a novas rotinas: a mudanças de ambiente pode gerar estresse e
ansiedade.
Para promover a saúde mental na velhice, é importante
adotar um enfoque preventivo e de cuidado, daí estarmos insistindo nesse
assunto.
ü Apoio
social: Manter vínculos familiares e sociais, participar de grupos de
atividades e buscar apoio de amigos e familiares é fundamental para combater o
isolamento e promover a sensação de pertencimento.
ü Atividade
física: A prática regular de atividades físicas, como caminhadas, natação ou
dança, ajuda a reduzir o estresse, melhora o humor e aumenta a energia.
ü Alimentação
saudável: Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes, contribui para a
saúde física e mental, reduzindo o risco de doenças crônicas e melhorando o
humor.
ü Estímulo
mental: Atividades que estimulam a mente, como leitura, jogos de memória,
palavras-cruzadas e a aprendizagem de novas habilidades, ajudam a manter a
função cognitiva e a combater a depressão.
ü Cuidados
com a saúde física: A busca por cuidados médicos regulares, o acompanhamento de
doenças crônicas e a adesão ao tratamento são essenciais para garantir a saúde
física e mental.
ü Apoio
profissional: Em caso de dificuldades, é importante buscar apoio de
profissionais de saúde mental, como psicólogos, psiquiatras ou terapeutas, que
podem ajudar a lidar com as questões emocionais e a desenvolver estratégias de
enfrentamento.
ü Cuidado
com o sono: Uma rotina de sono regular, com horários fixos para dormir e
acordar, e a criação de um ambiente propício para o sono, como um quarto escuro
e silencioso, são fundamentais para a saúde mental.
Segundo o site geriatriacopacabana.com.br/blog/como-o-envelhecimento-afeta-a-saude-mental-e-emocional
Um dos problemas de saúde mental mais prevalentes entre os
idosos é a depressão.
De acordo com a Pesquisa
Nacional de Saúde de 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE),
cerca de 13% da população entre os 60 e 64 anos de idade sofre de um dos
problemas de saúde mental: a depressão. (E por que será?)
A pessoa idosa vive mais perda de familiares e amigos
queridos, declínio da saúde física, aposentadoria, solidão e a falta de
propósito ou significado na vida.
Muitas vezes, os idosos podem sentir-se isolados ou
desvalorizados, especialmente se estiverem lidando com a perda de papéis
sociais significativos, como o trabalho ou o cuidado de familiares.
Além da depressão, a ansiedade também é comum entre os
idosos. Preocupações com a saúde, preocupações financeiras, medo da morte e
ansiedade em relação ao futuro podem se intensificar à medida que as pessoas
envelhecem.
O isolamento social também é um grande contribuinte para a
ansiedade, já que os idosos podem se sentir desconectados e menos capazes de
lidar com os desafios da vida cotidiana.
Muitos idosos trazem na bagagem experiências emocionais
fortes, muito sofridas, mas nem todos enfrentam problemas de saúde mental. No
entanto, para aqueles que enfrentam dificuldades, incluir nos acesso a serviços
de saúde mental, programas de apoio e intervenções psicossociais.
Existem maneiras de mitigar esses problemas e promover um
envelhecimento saudável e gratificante.
Estimular o envolvimento em hobbies, voluntariado e
educação continuada pode ajudar a manter a mente ativa e fortalecer o senso de
propósito e autoestima.
Nosso cérebro passa por um processo natural de perda de
células nervosas e massa cerebral, que pode afetar nossa capacidade de lembrar
informações e formar novas memórias; dificuldade em lembrar detalhes
específicos de eventos recentes ou passados, demora em recordar nomes, datas ou
informações triviais. Importante distinguir entre a perda de memória
considerada parte normal do processo de envelhecimento e a perda severa que
pode indicar problemas de saúde mental mais sérios, como demência ou Alzheimer,
porque a perda grave de memória pode afetar drasticamente a qualidade de vida e
a capacidade de funcionamento independente.
É comum associar certas mudanças de comportamento, como
esquecimento ocasional, tristeza ou irritabilidade, à idade avançada, quando na
verdade podem ser indicativos de problemas de saúde mental subjacentes, como
depressão ou ansiedade. Também é importante observar mudanças no comportamento,
como isolamento social, alterações no sono ou no apetite, falta de energia e
dificuldade de concentração. Os sintomas físicos como dores crônicas não
explicadas, queixas somáticas frequentes e problemas gastrointestinais podem
estar relacionados a condições de saúde mental e emocional, como depressão
ou ansiedade.
Atividades recreativas, exercícios físicos supervisionados,
terapia ocupacional e programas de estimulação cognitiva são exemplos de
intervenções que podem contribuir significativamente para o bem-estar emocional
dos idosos. Além de proporcionar diversão e entretenimento, essas atividades
também ajudam a fortalecer a autoestima, o senso de realização e o senso de
pertencimento dos idosos.
O apoio emocional fornecido por profissionais de saúde
qualificados, como psicólogos e assistentes sociais, é fundamental para ajudar
os idosos. Assim, eles vão aprender a lidar com essas questões de maneira
saudável e construtiva, pois esses profissionais podem oferecer uma escuta
ativa, orientação emocional e estratégias de enfrentamento dos seus sentimentos
e preocupações.
Ao oferecer atividades adequadas, suporte emocional e
assistência médica especializada, capacitamos os idosos a viver uma vida plena
e gratificante, apesar dos desafios que possam surgir ao longo do caminho.
5 Dicas importantes:
- Praticar
exercícios regularmente ajuda a reduzir o estresse e promove a sensação de
bem-estar.
- Uma
dieta equilibrada, rica em nutrientes, pode proteger contra condições como
depressão e ansiedade.
- Interagir
socialmente, seja em grupos ou com familiares, pode proporcionar apoio
emocional e um senso de pertencimento.
- Participar
de atividades desafiadoras pode manter a função cognitiva e promover a
realização pessoal.
- Cuidados
médicos regulares, incluindo gerenciamento de condições crônicas e apoio
psicológico, são essenciais.
“A saúde mental da gente é mais importante do que a física.
O corpo cicatriza mais rápido as partes doentes, mas a mente, essa demora muito
mais tempo para se recuperar, e às vezes não se recupera nunca, pois há danos
que são irrecuperáveis”. Lenilson Xavier
Dora Rodrigues
20 de abril de 2025
.png)

.png)
Comentários
Postar um comentário